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O que analisar no balanço patrimonial de uma empresa?

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mesa com pastas e uma mão calculando o balanço patrimonial de uma empresa

A gestão financeira é uma tarefa que exige muita organização e planejamento, ainda mais quando o objeto de análise é o balanço patrimonial de uma empresa. Isso porque, essa ferramenta é aquela que vai dar uma visão macro das finanças.

O balanço patrimonial pode ser comparado a uma fotografia, pois assim como a foto ele vai mostrar o panorama da situação financeira do negócio naquele momento, sem considerar o passado ou o futuro, mas olhando para o presente.

Portanto, a quantidade de informação que ele traz é enorme e diante de tanto número talvez você acabe se perdendo. Descubra o que é importante analisar no balanço patrimonial de uma empresa e saiba quais são os dados que você deve dar maior atenção!

O que é balanço patrimonial? 

Uma das ferramentas mais clássicas da contabilidade, o balanço patrimonial nada mais é do que um relatório contábil que descreve toda a situação financeira de uma empresa. 

Seja um microempreendedor individual ou uma multinacional, todo negócio precisa ter seu balanço por obrigação de lei, de acordo com o § 1º do artigo 176 da Lei 6.404/76.

Pode ser que se confunda com fluxo de caixa, porém essas ferramentas da contabilidade são coisas distintas. O fluxo de caixa vai apresentar a movimentação financeira dentro de um período, levando em conta apenas entradas e saídas e sendo feito periodicamente.

Já o balanço patrimonial faz um equilíbrio de dois componentes, os ativos e os passivos e é feito sobre o período de 1 ano. Basicamente, o relatório é dividido nessas duas partes e tudo está dentro delas.

Do lado do ativo ficam todos os bens que a empresa possui e que podem ser convertidos em valor monetário, como carros, máquinas, equipamentos, prédios, softwares e etc. Além de valores que falta a empresa receber de terceiros, mais o valor em caixa. 

Do lado do passivo ficam todas as contas a pagar, despesas, gastos recorrentes, etc. Tudo aquilo que é obrigação financeira da empresa entrará desse lado da estrutura, as saídas do caixa que geram desembolso.

Ainda dentro dessa estrutura dividida em ativo e passivo, o balanço patrimonial divide esses dois componentes em dois: circulante e não circulante. Vamos entender cada um deles.    

O que é ativo circulante?

O ativo circulante é todo recurso que a empresa consegue converter em dinheiro no curto prazo. Com “curto prazo” a gente quer dizer tudo aquilo que pode ser convertido dentro do ano fiscal, ou seja, 1 ano.

O que ajuda entender o que é ativo circulante é saber o conceito de liquidez. Quem está acostumado a investir sabe bem o que isso significa. Liquidez nada mais é do que a velocidade de transformar um ativo em dinheiro.

Por exemplo, a matéria prima guardada de um restaurante é um ativo circulante, porque a liquidez desse recurso é rápida visto a validade dos produtos. A matéria prima vai ser utilizada, transformada em produto final e por fim vendida e transformada em caixa.

Para além da matéria prima, existem muitos ativos circulantes dentro do balanço patrimonial de uma empresa. Aplicações financeiras a curto prazo, estoque, mercadorias, dinheiro em caixa, contas a receber no curto prazo e entre outros.

A contabilidade ainda divide o ativo circulante em outras três categorias: ativo circulante líquido, ativo circulante cíclico e ativo circulante operacional.

Tipos de ativo circulante

O ativo circulante líquido é tudo aquilo que pode ser convertido imediatamente em dinheiro, como uma conta poupança ou uma aplicação em um fundo imobiliário. Esses exemplos podem ser resgatados a qualquer momento, e são tão importantes porque cobrem uma despesa imediata.

O ativo circulante cíclico está relacionado com o ciclo operacional da empresa. Ciclo operacional são as atividades do dia a dia, que fazem parte da operação cotidiana. Assim, pode-se entender que o ativo circulante são os recursos gerados na rotina da empresa, como adiantamento com fornecedores.

Por fim, o ativo circulante operacional tem a ver com os processos fundamentais para a empresa. Conta a receber relacionadas com estoques e duplicatas são tipos de ativo circulante operacional.

O que é ativo não circulante?

O ativo não circulante corresponde a todos os bens da empresa que não podem ser convertidos em valor monetário dentro do ano fiscal da empresa. Em outras palavras, são ativos que possuem baixa liquidez, já que a velocidade de virar dinheiro passa de 1 ano.

Alguns exemplos de ativo não circulante são imóveis, maquinário, marca, patentes, investimentos a longo prazo, veículos, terrenos e etc.

Assim como o ativo circulante, o não circulante divide-se em quatro outras categorias: realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível. Vamos entender cada um.

Tipos de ativo não circulante

O ativo não circulante realizável a longo prazo é tudo que a empresa pode receber apenas depois do ano fiscal. Como falamos, o balanço patrimonial de uma empresa precisa ser feito anualmente, portanto, tudo que vai ser recebido depois de 1 ano se enquadra nessa categoria.

O tipo de não circulante conhecido como investimento é toda aplicação feita pela empresa no mercado com o objetivo de aumentar sua capacidade no futuro. São investimentos aplicados a longo prazo, para acumular rendimento durante anos.

O ativo não circulante imobilizado tem a ver com tudo que é patrimônio físico da empresa. Dentro disso entra prédio, computadores, móveis, carros, celulares, e mais uma infinidade de bens tangíveis e fixos.

O último tipo de ativo não circulante é o intangível, e como o nome diz tem relação com tudo que não é possível de tangibilizar. Ao contrário do imobilizado que trata de bens físicos, o intangível está associado a ativos subjetivos, como a marca, patentes, softwares, etc.

O que é o Capital Próprio No Balanço Patrimonial? 

Afinal, capital próprio é ativo ou passivo no balanço patrimonial de uma empresa? Essa pergunta acaba sendo recorrente dentro da gestão financeira porque a estrutura de capital é de suma importância para contabilidade.

O capital próprio é um ativo dentro do balanço patrimonial. Basta resgatar o significado do termo para deixar isso claro. Capital próprio refere-se ao patrimônio líquido da empresa. Os bens que pertencem aos sócios, acionistas, e fundadores.

Conclui-se que o capital próprio se encaixa dentro do grupo de ativos, podendo ser circulante ou não circulante. 

O que é passivo circulante?

No balanço patrimonial de uma empresa o passivo está relacionado com as obrigações. Esse é um tópico que já deixa uma pessoa da contabilidade de cabelo em pé, porque estamos falando de dívidas, contas a pagar e outras saídas de caixa.

Todas as obrigações que precisam ser pagas dentro de um ano enquadram-se como um passivo circulante. Como você pode perceber não é muito diferente do ativo circulante, a diferença maior é que estamos falando de dívidas e não de bens.

Alguns exemplos de passivo circulante: aluguel, impostos, salários, fornecedores, aquisição de matéria prima, despesas fixas, serviços terceirizados e etc. Em resumo, tudo que deve ser pago dentro de 12 meses.

Muito importante falar também do passivo circulante operacional e financeiro. Essas duas ferramentas são usadas pela gestão contábil para calcular o valor de capital de giro

O passivo operacional tem a ver com obrigações das operações da empresa, como salários, impostos e etc.

O passivo financeiro corresponde aos empréstimos, financiamentos, aportes, duplicatas a curto prazo e entre outras despesas. 

O que é passivo não circulante?

De maneira análoga ao ativo não circulante que trata de todo bem com liquidez acima de 12 meses, o passivo não circulante envolve todas as despesas que devem ser pagas para além do ano fiscal.

Sendo assim, um empréstimo de 24 parcelas entra no balanço patrimonial de uma empresa como um passivo não circulante.

Outros exemplos são compras divididas em prestações que ultrapassam 12 meses, aportes financeiros com longo prazo de quitação, títulos de créditos de um empréstimo (debêntures) e etc.

O que é o Capital De Terceiros No Balanço Patrimonial? 

Capital de Terceiros é o que entendemos como empréstimos, financiamentos, linhas de crédito e etc. São recursos que para serem levantados exigem desembolso de caixa,  obtidos por meio de operações com fintechs ou outras instituições financeiras.

Dessa maneira, fica fácil entender depois de tudo que foi falado no conteúdo que dentro do balanço patrimonial de uma empresa o capital de terceiros entra como um passivo, podendo ele ser circulante ou não.

4 dicas do que analisar no balanço patrimonial de uma empresa

Antes de terminar, que tal fazer uma revisão completa de tudo que foi discutido? Isso vai te ajudar a entender na prática o balanço patrimonial e saber o que deve ser visto nele de mais importante. Preste atenção nessas dicas!

  1. Pague o passivo circulante com o ativo circulante: uma boa recomendação contábil é que cada um dos passivos sejam pagos com o seu ativo circulante correspondente.
  2. Use as receitas recebidas de clientes para pagar contas operacionais: essa dica pode ajudar o seu fluxo de caixa. Utilize o rendimento de aplicações financeiras para quitar parcelas de empréstimos, por exemplo.
  3. Dê maior importância para o ativo circulante: o suporte financeiro para a empresa rodar e pagar contas frequentes, como salários, impostos e gastos fixos vem do ativo circulante.
  4. Compare os tipos de ativos: dessa maneira é possível conseguir ter uma compreensão do processo contábil, e assim manter o equilíbrio e qualidade dos ativos visando um rendimento melhor do negócio.

 

Acima de tudo, uma boa gestão financeira é o que vai fazer o seu negócio deslanchar. Sem um acompanhamento de rotina e uma base sólida de conhecimento o crescimento da empresa será comprometido. E a gente está justamente aqui para te ajudar nesse processo de educação, vamos juntos nessa!

Vinicius Magalhaes

Analista de Marketing

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